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Dia dos animais: Gramadozoo trata filhotes de gambás órfãos e quero-quero com fratura exposta 

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Proteger os animais da fauna brasileira é um dos pilares do trabalho do Gramadozoo. O parque acolhe centenas de animais vítimas de maus tratos humanos. No Dia Mundial dos Animais, que é comemorado hoje, 4 de outubro, um exemplo da dedicação da equipe com a vida animal são sete gambás órfãos atendidos pelos técnicos. Filhotes de três mães diferentes que foram mortas por atropelamento, pauladas ou pura maldade humana recebem cuidados especiais no parque. Não fosse a dedicação da equipe certamente não sobreviveriam.

O responsável técnico do Gramadozoo, Renan Stadler, destaca que os gambás acabam mortos por preconceito. O veterinário revela que uma das fêmeas foi levada ao zoo pela equipe da Patrulha Ambiental da Brigada Militar com 10 filhotes. “Nessa ninhada, somente um filhote sobreviveu. Foi a própria esposa do agressor que denunciou os maus tratos, que custaram a vida da fêmea e dos filhotes”, conta Stadler. “É um animal que não faz mal nenhum. Não são eles que invadem nosso espaço, mas nós que invadimos os seus habitats”, complementa. Conforme o veterinário, gambás não urinam em direção aos humanos. “Ele urina quando está ameaçado, mas não sai lançando o odor”, explica.

Stadler observa que os sete órfãos tratados no zoo estão na fase da alimentação sólida: frutas, ovos e carnes. Quando atingirem a maturidade, com autorização do Setor de Fauna da Secretária Estadual do Meio Ambiente, os animais devem ser reintroduzidos na natureza. “Além da conservação da fauna, nosso trabalho também é de educação ambiental para reduzir o número de casos de maus tratos”, afirma.

Outro exemplo da atuação dos zoológicos em defesa dos animais são dois quero-queros – ave-símbolo do Rio Grande do Sul. Os animais foram acolhidos no Zoo de Canoas e transferidos para o Gramadozoo. Um deles teve fratura exposta após ser apedrejado por crianças e precisou ter a asa amputada. O outro foi encontrado ferido sem a asa. “São aves que não podem voltar para a natureza pela desastrosa intervenção humana. É importante destacar que a espécie só ataca para proteger o ninho de possíveis predadores. Quando voa em direção aos humanos, é porque enxerga neles uma ameaça”, pondera o veterinário.

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