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Laje que caiu e matou mulher grávida em Porto Alegre não tinha licença nem técnico responsável, diz secretaria

Laje que caiu e matou mulher grávida em Porto Alegre não tinha licença nem técnico responsável, diz secretaria | Rio Grande do Sul | G1

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Por Cristine Gallisa, RBS TV

16/04/2018 12h48 Atualizado há menos de 1 minuto

Laje desabou e causou a morte de Thaís dos Santos Nunes tinha 30 anos, grávida de três meses. (Foto: Reprodução?RBS TV)

Uma vistoria foi realizada na manhã desta segunda-feira (16) na casa onde uma mulher morreu depois que uma laje de concreto que estava sendo construída na casa dela desabou no bairro Partenon, em Porto Alegre, na noite de domingo (15). Thaís dos Santos Nunes tinha 30 anos e estava grávida de três meses.

Uma equipe do Instituto-Geral de Perícias (IGP), ficais da prefeitura e membros dos conselhos de Engenharia e de Arquitetura estiveram no local. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) confirmou que a obra não tinha licença nem técnico responsável, o que é obrigatório por lei.

“O interessado em fazer obra tem que procurar a prefeitura e fazer um licenciamento desta obra, com responsável técnico, um engenheiro ou arquiteto. As pessoas acabam não investindo nisso, mas daí o risco que elas correm é maior”, lamenta a engenheira da Smams Eliana Bridi.

O pai de Thaís, Rudimar Pereira Nunes, que é pedreiro, contou que foi ele quem começou a construção da casa. Uma parte era para a filha e outra para o filho. Mas para terminar o que faltava, ele contratou outras duas pessoas.

“Pra mim foi uma surpresa, porque eu trabalho no ramo, sou pedreiro, só não construí a parte de cima, fiz toda a parte de baixo já faz mais de 10 anos. As duas casas de cima, foram pedreiros diferentes”, afirma.

Comovido, o pai de Thaís disse ainda que notou algo estranho na obra e pediu ao pedreiro responsável que arrumasse. “Mandei ele reforçar, botar os negativos, comprei mais ferro”, lembra.

Além de Thaís, o marido dela também estava no local. Rafael Soares, de 25 anos, quebrou o tornozelo e recebeu atendimento médico. Ele não corre risco de vida.

Conforme a família, eles estavam se preparando para sair. Tinham até mesmo chamado um carro por meio de um aplicativo.

O delegado André Mocciaro, responsável pelo caso, explica que a abertura de um inquérito vai depender das conclusões da perícia.

“Neste caso, enquanto a perícia não disser o que aconteceu, a gente não tem como avaliar uma responsabilização. O que importa é saber que sempre é necessário neste tipo de obra o acompanhamento de engenheiro ou arquiteto, e buscar aprovação de projetos para evitar que uma tragédia como essa aconteça”, diz o delegado.

O corpo de Thaís deve ser sepultado às 14h, no Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre.

Uma vistoria foi realizada no local na manhã desta segunda-feira(16). (Foto: Reprodução/RBS TV)

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