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Gramado anuncia construção de teatro

A tradicional Sala da Lareira do Serrazul recepcionou na noite de sábado um encontro para jornalistas e formadores de opinião. O Secretário da Cultura, Allan John Lino e os maestros Linus Lerner e Leandro Serafim proporcionaram um bate papo descontraído sobre o evento e, entre diversos, assuntos tratados, duas informações importantes concentraram as atenções. A confirmação da primeira turnê internacional da Orquestra Sinfônica de Gramado (OSG), já anunciada pelo maestro Linus no Concerto de Abertura. Agendada para junho, 44 músicos e duas solistas sob o comando do maestro desembarcam em Portugal onde farão duas apresentações seguindo para roteiro que inclui Espanha, França e Itália. A OSG também prepara agenda de shows pelo interior do Rio Grande do Sul e cidades de Santa Catarina e Paraná. E ao ser indagado sobre as perspectivas e possibilidades de Gramado ter um teatro, atendendo aos apelos de músicos, atores, produtores e, obviamente, de turistas e da comunidade, o Secretário da Cultura fez uma revelação histórica: com capacidade de 1,5 mil lugares, a construção do primeiro teatro de Gramado deve iniciar ainda em 2020 através de uma Parceria Público-Privada. Será um moderno espaço com salas de aula, biblioteca e cafeteria e que deve ser erguido em terreno doado pela prefeitura no ExpoGramado.  Segundo Allan, o fundador da Orquestra Sinfônica de Gramado (OSG),  com a economia com a montagem de estruturas temporárias o teatro se pagaria em cerca de dez anos, sem considerar o valor que pode agregar abrigando peças e espetáculo que hoje a cidade não tem como receber.

O Secretário da Cultura destaca ainda o apoio da Universidade Feeevale que ofereceu seus profissionais para elaborar o projeto, que teria custo de cerca de R$ 2,5 milhões caso o município fosse bancá-lo. 

O Maestro Linus Lerner complementou, exaltando a possibilidade de poder contar com espaço para apresentar em Gramado, peças como O Quebra- Nozes, o famoso balé de Tchaikovski, para citar apenas um exemplo. Linus garante que “teremos interessados em trazer esse e outros espetáculos para cá”. Allan ressaltou que “não é um projeto simples, porque além de todas as questões arquitetônicas próprias de um teatro, como tamanho de palco e altura, acústica, e outros, há questões estruturais da obra, como solo, plano diretor da cidade e infraestrutura”.

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