Adiamento da venda de ações do Banrisul gera incertezas sobre pagamento dos servidores do RS

Com o adiamento da venda de parte das ações do Banrisul, o pagamento em dia dos servidores do Poder Executivo é incerto, uma vez que o o governo gaúcho planejava utilizar o montante obtido na transação para isso. O Piratini não descarta que o 13º seja novamente parcelado, a exemplo do ano passado. A última fatia do 13° de 2016 foi depositada na última quinta-feira (30).

"Se tivermos dinheiro, não será [parcelado], mas com a realidade que estamos vivendo hoje, há dificuldades bastante grandes, quase intransponíveis, de a gente não ter que seguir esse mesmo caminho", afirma o secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes.

A transação, que geraria R$ 1,83 bilhão, segundo expectativa do Piratini, foi adiada por incertezas do mercado.

Quando a venda foi anunciada, em outubro, a ação do Banrisul era vendida a R$ 17. Atualmente, é negociada a R$ 14,38, uma queda de 18%, em cerca de dois meses.

O governo espera pela valorização do ativo. "Há expectativa de que a gente possa, no futuro, novamente publicar Fato Relevante", diz Feltes.

O professor de finanças Marco Antonio Martins diz que o mercado financeiro esperava que o governo vendesse todo o banco. Por isso, as ações subiram. Mas com o anúncio de que seria vendida apenas uma parte, o interesse diminuiu.

"Então, você prometer e recuar cria mais questão de incerteza sobre a gestão da companhia. Eu, pessoalmente, acho que deveria cumprir o combinado com o mercado", avalia.

A justificativa para a venda foi dar maior autonomia e relevância para o banco e arrecadar recursos que possam auxiliar o estado a enfrentar a crise financeira. O valor esperado para a negociação, no entanto, não foi informada.

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