Governo do RS encerra negociação com professores até fim da greve

O governo do Rio Grande do Sul encaminhou na tarde desta terça-feira (14) ao CPERS, sindicato que representa os professores da rede pública do estado, um documento avisando que suspendeu as negociações com a categoria até que a greve seja encerrada, segundo um comunicado da Secretaria da Educação. A greve nas escolas estaduais já dura 70 dias.

Ainda de acordo com a nota, mesmo durante o período de greve o diálogo com os professores continuará sendo feito por meio das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). "O compromisso de preservar o diálogo sobre a qualidade da educação está mantido, mas neste momento temos de retomar a normalidade das aulas", afirma o secretário da Educação, Ronald Krummenauer.

No documento remetido, o governo diz que a mesa de negociação com o CPERS será reaberta quando todas as escolas estiverem em funcionamento. Cálculos do Piratini apontavam nesta segunda (13) que mais de 500 escolas já retomaram as atividades parcialmente, e 39 seguiam com as atividades interrompidas.

"Em pouco mais de dois meses de paralisação, mantivemos sempre um diálogo franco. Expusemos com transparência a real situação financeira do Estado. Recebemos inúmeras vezes o comando de greve, tanto na Secretaria da Educação, quanto no Palácio Piratini”, diz trecho do ofício assinado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco, e pelo secretário de Educação, Ronald Krummenauer.

Também nesta terça, um grupo de professores fechou as entradas do prédio da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), a entidade que representa o comércio. O objetivo foi pedir o apoio de parte do empresariado gaúcho.

Os professores pedem ajuda da federação para intermediar uma audiência com o governador José Ivo Sartori. Mais tarde, o grupo foi até a frente do Palácio Piratini, onde entregou a um funcionário da portaria um documento pedindo um encontro com o Executivo.

Em nota, a direção da Federasul disse que o sofrimento dos servidores públicos e as consequências para população têm sido discutidas pela entidade. A Federasul afirmou também que se solidariza com os professores que continuam dando aulas, e lastimou a postura dos manifestantes, de bloquearem as entradas do prédio.

"Repudiamos por completo as agressões do CPERS à classe produtiva que, tanto quanto toda a sociedade gaúcha, continua sobrecarregada por excesso de impostos, burocracia e falta de bons serviços públicos, como segurança, saúde e educação", diz trecho da nota.

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