Mau tempo preocupa produtores de arroz no Rio Grande do Sul

O mau tempo que assola o Rio Grande do Sul desde a semana passada e a previsão de mais chuva deixa os produtores de arroz apreensivos no estado. Se não der tempo de plantar o grão dentro do período recomendado, a produtividade corre o risco de ser menor.

A área de cultivo do grão chega a um milhão de hectares no estado, mas apenas cerca de 20% foi semeado até agora, quando o ideal era que pelo menos um terço do trabalho estivesse concluído.

O principal motivo do atraso é a ausência de sol, necessário por um período de vários dias para garantir condições favoráveis ao plantio. Além disso, com o solo úmido, as máquinas não conseguem entrar nas lavouras.

"Se a gente atrasar mais ainda mais durante o mês de outubro pelas chuvas que estão previstas nós vamos ter menos produtividade, com certeza", afirma o engenheiro agrônomo e coordenador regional do Instituto Rio Grandense do Arroz na Fronteira Oeste, Ivo Melo.

O Rio Grande do Sul teve uma supersafra de arroz em 2017. Foram colhidos 8,5 milhões de toneladas do grão. Para repetir o resultado, um produtor de Uruguaiana começou o plantio há um mês, mas só conseguiu semear pouco mais da metade.

"Para se obter o máximo de produtividade, extrair o potencial que a planta nos oferece, tem que ser plantado nessa época. Eu não gosto de antecipar as coisas, mas o cenário que se desenha hoje é de preocupação", lamenta Walter Arns.

Neste mesmo período do ano passado, o produtor Luiz Felipe Rechsteiner, de Pelotas, no Sul do estado, já estava com a lavoura de arroz plantada. Para dar conta do atraso, ele não abre mão de ter máquinas revisadas e pessoal treinado, capaz de correr contra o tempo.

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