Médicos fazem nova paralisação e afetam atendimento em Caxias do Sul

Os médicos da rede municipal da saúde de Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, deram início a uma nova paralisação nesta segunda-feira (20). Conforme a categoria, a paralisação segue até a sexta-feira (24). Os profissionais já haviam deixado de trabalhar no início do mês de março.

O impasse entre o sindicato e a prefeitura começou em janeiro, quando a nova administração assumiu e cobrou o cumprimento da carga horária. Até então, os médicos atendiam por cotas de 16 pacientes por dia, o que substituía a jornada de 20 horas semanais.

No entanto, para bater ponto, a categoria pediu aumento de salário. Inicialmente, os médicos queriam aumento de R$ 2 mil sobre o vencimento de R$ 5,5 mil que recebem atualmente. Agora, no entanto, os profissionais da saúde querem que o salário seja de R$ 13,8 mil.

“Queremos o piso nacional da categoria, já que o prefeito não quis negociar”, afirma o presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul, Marlonei dos Santos.

Questionado pelo G1 sobre o aumento do valor requisitado, já que o prefeito Daniel Guerra havia informado que não teria como cobrir o primeiro aumento pedido, Santos disse que “o problema não é nosso.”

“Ele que faça uma contraproposta. Pedimos o teto do piso. Agora, o resto é com ele. Se o prefeito sinalizar com R$ 7,5 mil, poderemos negociar”, afirma Marlonei dos Santos. A prefeitura diz que não foi comunicada oficialmente, mas que não tem condições de conceder esse aumento.

Nesta segunda, alguns postos não tinham médicos e, em outros, o número de profissionais atendendo foi reduzido. Consultas que estavam previstas foram remarcadas. O município fez um plano de contingência para manter o atendimento e fazer avaliação de risco dos pacientes nas 47 unidades básicas de saúde da cidade.

A prefeitura informou que, dos 168 médicos escalados para trabalhar nesta segunda-feira, 64 não compareceram. Já o sindicato informou 264 dos 330 médicos da rede aderiram à paralisação, o que corresponde a 85%.

Na última semana, o sindicato entrou com uma ação judicial pedindo R$ 300 mil por danos morais contra a prefeitura da cidade. O processo ocorre após a administração da cidade divulgar um vídeo no qual o prefeito Daniel Guerra aparece telefonando para um médico de uma unidade de saúde para chamar o profissional para trabalhar durante a paralisação último dia 1º (assista abaixo).

 

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