'Passeio da esperança' reúne trilheiros para ajudar famílias atingidas por temporal em Maratá

Sinais da destruição ainda são vistos por todos os lados em Maratá (Foto: Giulia Perachi/RBS TV)

Uma das cidades do Rio Grande do Sul atingida pelo temporal do começo de junho recebeu uma ação de solidariedade neste domingo (18). Quase 700 trilheiros se reuniram para desbravar as estradinhas de Maratá, que fica a pouco mais de 80 quilômetros de Porto Alegre. Cada inscrição para o 'Passeio da esperança' custou R$ 60.

De moto, os participantes percorreram 65 km pelo interior do município, entre trilhas e estradas vicinais. "Para nós é muito gratificante. A gente poder ajudar esse pessoal aí que sofreu com esse tornado é muito bom, muito gratificante", diz o trilheiro Valério Elias de Souza.

A prefeitura do município chegou a decretar calamidade pública. O vento forte deixou ao menos oito pessoas feridas, destruiu várias casas, e arrancou árvores.

Domingo de sol teve trilha de moto por Maratá (Foto: Giulia Perachi/RBS TV)

A ideia partiu de dois grupos de trilheiros de Maratá e do município vizinho de Brochier: arrecadar dinheiro para ajudar as 40 famílias da localidade, que perderam tudo há pouco mais de 10 dias.

"Eu vim de longe pra ajudar esse pessoal (...) O calor humano tem que prevalecer mais do que qualquer coisa nessas horas", destaca o agricultor Sandro Romiro.

Quem não fez a trilha de moto também colaborou com doações. Ou então com algum tipo de trabalho, como duas cozinheiras voluntárias que se mobilizaram desde o temporal para levar refeições para as famílias atingidas. Neste domingo, no entanto, o cardápio foi bem maior: um almoço comunitário para 1,4 mil pessoas.

"Nós tambem perdemos muita coisa, mas nossa casa ficou em pé. Aí a gente já está há oito dias ajudando", diz uma das cozinheiras, Laide Sost Stein.

A quantidade de roupas doada foi tão grande, que parte foi distribuída para municípios vizinhos. Uma outra parte foi usada para um brechó, com objetivo de arrecadar dinheiro para a compra de material de construção.

"Nós perdemos tudo. Só sobrou eu e meu marido", lamenta a aposentada Noeli Hoffmann, que agradece pelas doações: "O pessoal é muito bom! Muita ajuda que nós ganhamos!"

Maratá chegou a decretar calamidade pública após temporal (Foto: Giulia Perachi/RBS TV)

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